Em uma tentativa de combater atividades ilícitas, os reguladores financeiros da Coreia do Sul voltaram sua atenção para as negociações de criptomoedas de balcão (OTC). Essa mudança de foco ocorre devido às crescentes preocupações com o uso indevido dessas plataformas para transações ilegais.
Foco regulatório nas negociações de criptomoedas OTC
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC), juntamente com outros órgãos reguladores da Coreia do Sul, recentemente participou de uma sessão para discutir questões legais relacionadas a ativos virtuais, especialmente com foco nas negociações de criptomoedas OTC não regulamentadas. Ki No-Seong, o vice-promotor-chefe da FSC, enfatizou a necessidade de regulamentar o mercado de criptomoedas OTC para lidar com preocupações de lavagem de dinheiro.
Diferentemente das exchanges de criptomoedas regulamentadas, as plataformas OTC permitem que os usuários negociem ativos criptográficos que não estão listados em exchanges tradicionais. Essas plataformas são frequentemente utilizadas por investidores de alto nível que buscam anonimato. Foi destacado que, enquanto a maior exchange de criptomoedas do país, a Upbit, lista 192 criptomoedas, as plataformas OTC oferecem até 700 criptomoedas para negociação.
Preocupações com atividades ilícitas
Os reguladores expressaram preocupação com o fato de que atores norte-coreanos têm utilizado plataformas OTC para transações ilegais de câmbio estrangeiro. Além disso, essas plataformas têm sido associadas à lavagem de ativos criptográficos obtidos por meio de ataques de hacking ou ransomware. A Korea Customs Service informou que o valor das transações ilegais de câmbio estrangeiro por meio de criptomoedas atingiu US$4 bilhões no ano passado.
Medidas para combater crimes relacionados a criptomoedas
Em resposta a essas questões, os reguladores sul-coreanos implementaram várias medidas rigorosas para regular as atividades com criptomoedas. Em junho, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou a Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais. Além disso, uma lei foi aprovada em maio que exige que os legisladores divulguem suas participações em criptomoedas. A FSC também implementou uma regra semelhante para empresas, exigindo que elas divulguem suas participações em criptomoedas a partir do próximo ano.
Na tentativa de combater ainda mais os crimes relacionados a criptomoedas, o país lançou uma unidade de investigação interagências no final de julho. No mês passado, a Coreia do Sul aprovou diretrizes que direcionam as exchanges de criptomoedas a alocar pelo menos US$2,3 milhões ou o equivalente a 30% dos depósitos médios diários como reservas.
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